6 de setembro de 2013

de longe...

"De longe te hei de amar - da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância."
(Cecília Meireles)


27 de agosto de 2013

Seria o Estado laico um Estado vadio?

Achei interessante este artigo... estou compartilhando...


Seria o Estado laico um Estado vadio?



Avatar de Rubens TeixeiraPor Rubens Teixeira em 26 de agosto de 2013 


O povo brasileiro, aos moldes do que tem ocorrido em todo mundo, resolveu pautar diretamente seus pleitos mais variados. Não são novidades na história das sociedades movimentos de larga abrangência. No passado, alguns movimentos marcaram época e foram importantes para se estabelecer quebras de paradigmas. Podemos destacar a Revolução Francesa, movimentos como o Primeiro de Maio de 1886, a Revolução Americana, e, em período mais recente no Brasil, o movimento das Diretas Já. Uma grande diferença entre os movimentos tradicionais e os que vêm ocorrendo no Brasil e no mundo é a diversidade de pleitos e de grupos, havendo, inclusive, pleitos divergentes entre si. Outra diferença, que abordarei com mais ênfase neste artigo, é a preferência por instituições do Estado em proteger os direitos de uns em detrimento de outros.
A Constituição Federativa do Brasil (artigo 1º, parágrafo único), prescreve que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. A forma mais tradicional de exercício do poder pertencente ao povo é a indireta. Quando a sociedade resolve pautar de forma direta e incisiva os seus pleitos está dando um recado muito claro aos seus representantes: está desconfortável com a forma que vem sendo representada. Há uma crise de representatividade. É como um carro em que o motorista perde o seu controle em uma curva. A primeira ação a ser tomada para que a coisa não se agrave é tentar retomar o controle da direção do carro. No caso da representação política, o primeiro passo é retomar a credibilidade dos representantes, o que pode ser feito mudando o sistema para dar ao povo o sentimento de que está sendo bem representado. Isso deve ser feito por meio de uma reforma política. Com o grito de que políticos não o representam, será difícil essa retomada. Em uma democracia, o povo precisa aceitar seus representantes. Essa aceitação ocorrerá a partir do momento que os cidadãos entenderem que suas vontades estão sendo prestigiadas, não as dos representantes que sejam contrárias às populares.
Nas manifestações, realizadas por pessoas, em sua maioria, pacíficas, a polícia se vê pressionada a restabelecer a ordem e o faz da forma que entende ser mais factível. Se por um lado as instituições de segurança cometem excessos, na maioria das vezes quando encontram criminosos que jogam coquetéis molotovs, pedras ou agem de forma violenta contra os policiais, por outro, em maior escala, esforçam-se por cumprir seu papel e os policiais defendem a sociedade ordeira com suas próprias vidas. Instituições, como, por exemplo, a OAB, muitas vezes se colocam, teoricamente, na defesa dos manifestantes. Contudo, esta opta por não se pronunciar de forma clara sobre os criminosos que atacam a polícia e atrapalham as manifestações. Oferece “ajuda” aos atingidos pela violência policial, mas não oferece, por exemplo, assistentes de acusação nos casos de “manifestantes” que cometam crimes de ação pública que põem em risco a integridade física e vida de manifestantes pacíficos e policiais. Não oferece ajuda também às famílias de policiais que perdem a vida e têm seus direitos violados pelo poder público, ou mesmo defende de forma efetiva policiais feridos em combate que sofrem, em muitos casos, duras consequências pelo desprezo dos seus direitos.
De qualquer forma, a violência policial é um tema que a todos preocupa e deve ser combatida de forma sincera e racional. Como, conceitualmente, o monopólio da violência pertence ao poder estatal, evidente que este, para não violar direitos humanos, deve ter limites muito claros. Para evitar que os limites “morais”, “éticos” ou “políticos” impostos às instituições que cuidam da segurança pública impeçam ou limitem suas atuações de defesa dos cidadãos de bem, o tema deve ser avaliado de forma madura e equilibrada.  Na busca da evolução desse tema, alguns projetos de leis tramitam no Congresso Nacional. Dois projetos se destacam por terem sido apresentados antes das manifestações recentes. O primeiro deles é o PL 6125/2009, do senador Marcelo Crivella, que disciplina o uso de cassetetes e armas perfurocortantes pelos agentes de segurança pública, nas atividades de policiamento ostensivo, em todo território nacional, obrigando os policiais a registrarem os casos específicos em que precisaram usar o material e provocaram lesão corporal. Este projeto de lei já foi aprovado no Senado Federal e agora é analisado em caráter conclusivo nas comissões da Câmara. A previsão é que deve ser votado ainda neste semestre na Comissão de Segurança Pública. Mais recentemente, foi apresentado o PL 4471/2012, de autoria dos deputados Paulo Teixeira, Fabio Trad, Delegado Protógenes e Miro Teixeira que cria regras para a apuração de mortes e lesões corporais decorrentes das ações de policiais. Esses casos, conhecidos como “autos de resistência seguida de morte”, passam a ter rito de investigação semelhante ao utilizado em crimes praticados por cidadãos comuns. Já passou pelas comissões da Câmara e aguarda votação no plenário, prevista para agosto.
O tema da violência policial é realmente  grave e precisa ser resolvido. Todavia, o Estado que não pode ser violento mais do que a situação exige, também não pode ser “solidário” com a violência de quem quer que seja. O Estado não pode ser convenientemente frouxo, inerte ou cego. O caput do Art. 208 do Código Penal tipifica como crime “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”, sem contar os dispositivos que tratam do ultraje público ao pudor previstos nos artigos 233 e 234 do mesmo diploma legal. Estes dispositivos previstos na legislação penal não são valorizados por algumas instituições públicas que deveriam fazê-lo valer. Parece haver um acordo entre manifestantes criminosos e agentes públicos prevaricadores que garante um salvo-conduto, igualmente criminoso, para perturbar culto, vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso, ou mesmo a prática de atos imorais em via pública, para afrontar fiéis que optam por defender valores relacionados à vida e à família tradicional.
Estes dispositivos legais e os valores morais caros às famílias brasileiras parecem não ser importantes para alguns ativistas que usam de suas funções de Estado para “liberar geral” comportamentos, desde que sejam do lado da promiscuidade sexual ou de atitudes desta natureza. É um Código Penal que não é erga omnes (contra todos). Surgiu a prerrogativa de descumpri-lo desde que seja do lado da imoralidade ou da perversão sexual. Baseado nisto, há um grupo de manifestantes que possuem um indevido salvo conduto dado pelas instituições públicas que deveriam atuar em defesa de todos. Estes salvos-condutos “legitimados” pela prevaricação de agentes públicos que se mantêm, de forma indevida, convenientemente inertes, geralmente são dados para minorias violentas e que atacam moralmente ou até fisicamente cidadãos que prestam seus cultos que, por sua natureza, são pacíficos.
Os cidadãos religiosos, se cometem deslizes, são disputados pelas mídias e pelas instituições do Estado que querem mostrar o quão viscerais são contra os desvios de conduta. Agentes públicos que possuem prerrogativas amplas, robustas e vitalícias para defender a sociedade como um todo, por vezes, usam tais proteções constitucionais para terem à sua disposição um cardápio que lhes permite escolher sua “vítima” preferencial. Tais mídias e instituições, desviadas também de suas funções, omitem-se oportunamente sem cerimônia, sem vergonha, sem perder a pompa nem as prerrogativas, e sem riscos de serem responsabilizadas pelo sórdido silêncio de um Estado que busca ser laico, mas não se incomoda de ser visto como vadio. Ser vadio ou vadia, parece ser uma excludente de ilicitude ou de punibilidade, enquanto ser religioso um tipo penal de um Estado cujas prioridades de Justiça prestigiam, além dos interesses “vadios”, os de ricos e de repercussão midiática.
"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."
Avatar de Rubens Teixeira

Por 

Pastor evangélico da igreja Assembleia de Deus • Doutor em Economia pela UFF • Mestre em Engenharia Nuclear pelo IME • Pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil pela UNESA • Engenheiro de Fortificação e Construção (civil) pelo IME • Bacharel em Direito pela UFRJ (aprovado na prova da OAB-RJ) • Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN)

12 de agosto de 2013

arte de viver...

"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!"
Mario Quintana



7 de agosto de 2013

fronteira...


Fronteira entre Brasil e Uruguai.
Ponte sobre o Rio Jaguarão, que divide as cidades de Jaguarão e Rio Branco, no Uruguai.
Jaguarão - Rio Grande do Sul
(fotografado em fevereiro de 2011)

Fotografada no lado brasileiro



Fotografada no lado uruguaio



Fotografada do meio da ponte para o lado brasileiro


30 de julho de 2013

pesos desnecessários... coisas novas...

"Se me perguntarem como estou, eis a resposta:
Estou indo. Sem muita bagagem.
Pesos desnecessários causam sempre
dores desnecessárias.
Esvaziei a mala, olhei no fundo dela, limpei, e estou indo… preenchê-la com coisas novas.
Sensações novas, situações novas, pessoas novas.
Tudo novo."
(Caio Fernando Abreu)



24 de julho de 2013

frio... geada...

Aqui em Estrela, Rio Grande do Sul, não neva, mas faz também muito frio, próximo dos 2ºC que, combinado com o clima seco que está fazendo, proporciona a formação de geada, conforme estas fotos ilustram.
A geada não cai como a neve, ela se forma no local pelo congelamento do orvalho.

(fotos tiradas em 23/07/2013)





21 de junho de 2013

Por que poesia não vende (ou vende?)

do site: A MAGIA DA POESIA, de Fabio Rocha

http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/porque-poesia-nao-vende/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+DaBuscaemPoesiaComPoesia+%28A+Magia+da+Poesia%29

Por que poesia não vende (ou vende?)

Por que poesia não vende (ou vende?)
É um círculo vicioso:
  • O Brasil produz leitores “de menos”, em relação à sua produção editorial. Logo, o problema aqui é de leitura em geral;
  • Temos mais editoras que livrarias, logo, mais livros do que lugar para vendê-los;
  • As poucas livrarias escondem a seção de poesia, justamente por vender pouco, mantendo o círculo vicioso.
Veja abaixo a foto que tirei na FNAC do Barra Shopping ontem (17/6/12), após ter que perguntar a um atendente onde ficava a parte de poesia, por não conseguir achá-la sozinho. Note a altura da prateleira:
porque-poesia-nao-vendePerto do chão e sem plaquinha.
Rastejando, daria pra ler os títulos.
É mesmo uma guerra…
Isso, a meu ver, agrava o  de fato de os sites mais visitados sobre poesia serem um lixo. O Google dominou a internet e simplesmente não consegue selecionar direito sites com conteúdo relevante e sem erros para as primeiras posições das keywords mais procuradas desse universo: poesia, poesias, poemas, versos etc.
Assim, quem busca por poesia recebe na internet um tratamento ainda pior do que nas livrarias: textos alterados e falsas autorias. Isso me estimula a seguir trabalhando na Magia da Poesia com cuidado crescente.
OBS.: Se você é escritor, principalmente se for poeta, recomendo acabar com alguns dos intermediários entre você e seus leitores fazendo um blog ou site. O blogger acho o menos complicado pra se começar. Outras dicas nesse post.
OBS. – Atualizando: A edição do “Toda Poesia“, com a obra completa de Leminski, lançada pela Companhia das Letras em 2013, ultrapassou as vendas até do “Cinquenta tons de cinza” numa semana na Livraria Culturamesmo sob essas péssimas condições descritas acima. Isso mostra que, com uma distribuição e campanha de marketing boas, as grandes massas se interessam por poesia sim. E vende. E muito.
(Postado originalmente em 18 de junho de 2012, atualizado em 21 de junho de 2013)

28 de maio de 2013

Eldo Schöller, jardineiro de Colinas, RS

Praça ganha o nome do jardineiro de Colinas: Eldo Schöller

Ele nasceu em 1939, em uma época de poucas opções profissionais. Para não “sujar as mãos”, e a pedido do pai, ele seguiu carreira de alfaiate durante 52 anos. Eldo Schöller foi o arquiteto da cidade-jardim. Foi ele que desenhou os contornos verdes de Colinas e ajudou a conferir o título à terra Natal. Como reconhecimento ao trabalho dedicado o homem que tinha medo da morte, pois a incerteza da continuidade de seus jardins o assombrava, a praça por ele desenhada, na esquina das ruas Olavo Bilac com Parobé leva agora a sua assinatura. A aprovação ocorreu na Câmara de Vereadores. É lei, com número e tudo: 1.471/01 de 2013. 

Loiva Schöller é a viúva de Eldo. Ele não viveu para ver o nome estampado na praça que ele projetou. Ela lamenta por isso. Mas a cada forma esculpida, acha um traço do marido. Impossível não chorar, tampouco não relembrar as memórias de uma vida feliz. “Ele era um apaixonado pelo que fazia. Quando chegava em casa, era uma alegria só. Com os jardins ele era imensamente realizado.” Loiva engole o choro e segue. “Todas essas formas que estamos vendo aqui foi ele que desenhou com ferro, tendo como molde os brinquedos do neto.” 


A praça que agora carrega o nome de Eldo deu trabalho. Era um mato. Um terreno vazio, que sobrou da ferrovia, abandonado. Inquieto com o local, ele começou a moldar a imagem. Imprimindo na moldura seu bom gosto. O desenho lateral com plantas foi o primeiro. A ele seguiram as esculturas, canteiros e tudo mais que o olho consegue ver. Para ficar pronta, a praça consumiu quatro anos de dedicação. E uma manutenção frequente. O jardineiro deixou sua marca antes de partir. “Ele sabia que ia morrer. E estava preocupado com isso”, recorda Loiva. Treinou dois para ficar em seu lugar. Em 5 de outubro de 2012, partiu. “É uma saudade muito grande. O Eldo era um homem que se realizava no trabalho e um chefe de família exemplar.” 


Tesoura de corte, pela tesoura de poda

A habilidade com as mãos sempre acompanhou o jardineiro de Colinas. Durante cinco décadas, na costura. Mas quando ele descobriu que conseguia dar formas ao verde e reinventar a vida nos jardins, abandonou os moldes de tecido e a tesoura pequena. Pegou com força na tesoura de poda – tinha três. “Ele foi um ótimo alfaiate, mas foi como jardineiro que ele foi feliz. Nunca, nenhum pai deve obrigar um filho a trabalhar em determinada coisa. Graças a Deus, antes de morrer, Eldo conseguiu se realizar com seus jardins”, conclui a viúva. O marido teve que ir. Mas não está longe. Para cada lado que ela olha vê o Eldo. Vê o amor. Vê a paixão pela vida e enxerga a realização de um homem que viveu para fazer bonita a cidade que tanto amou. 

fonte: Jornal Nova Geração, de Estrela
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Foto "CORVO", de Pedro André Ludwig, premiada no 2º Concurso Fotográfico "Retratando Colinas", de 2010, tem como tema aspectos da Praça Eldo Schöller


O título da foto, 'Corvo', teve inspiração no antigo nome com que se chamava esta localidade, antes de se emancipar do município de Estrela (e há um corvo pousado num dos galhos da árvore).

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29 de abril de 2013

somos imperfeitos...



Todos sabem que errar é humano. 
Mas insistimos em sermos deuses, 
temos a necessidade neurótica de sermos perfeitos.
Augusto Cury




26 de abril de 2013

prazer nas coisas simples

Foto: Pedro André Ludwig

Há muitos miseráveis no território da emoção 
andando em carros luxuosos, 
usando joias caras, 
roupas de marca 
e saindo nas colunas sociais. 
Os verdadeiramente ricos 
fazem muito do pouco, 
extraem prazer das coisas simples.
Augusto Cury


    

25 de abril de 2013

Morro Reuter BR116


Rodovia BR116 
próximo da cidade de Morro Reuter
Rio Grande do Sul
05/2012

Fotos: Pedro Ludwig


Guarapari - Espírito Santo - Brasil


Foto: Pedro André Ludwig

Mais água da Corsan em Nova Petrópolis


Sistema de água inaugurado em Nova Petrópolis

22/04/2013
A Corsan e a Prefeitura de Nova Petrópolis deram início às operações de abastecimento da localidade de Morro Korb e cercanias. A inauguração aconteceu no último dia 8, junto às instalações do poço COR-NPE-IMP-02, com as presenças do superintendente da Surne, Alexander Pacico, do chefe da US, Heleno Rosa, e do prefeito Régis Hahn, além de vereadores e do secretário municipal de Obras.
Na ocasião, o chefe da US explicou que o sistema tem caráter excepcional de funcionamento, visto que a energia no local se dá por gerador, devendo atender aproximadamente 40 usuários, numa extensão de rede de 2 mil metros. Futuramente, haverá uma interligação aos bairros Vale Verde e Piá. Por sua vez, o prefeito salientou o trabalho de parceria entre a Companhia e o município, a fim de atender a reivindicação antiga desses moradores. 

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