21 de setembro de 2012

apaixonado por árvores...



"Sentamos juntos a floresta e eu

Fundimos-nos num silêncio, 

Até que só houvesse floresta"


Hoje, 21 de setembro, é comemorado o dia da árvore. 

Como encaramos as árvores, e por extensão, toda a natureza?

Aproveito a ocasião para postar parte da introdução do livro 
"A Vida Secreta da Natureza", de Carlos Cardoso Aveline
(as fotos foram inseridas: Pedro André Ludwig)

A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesma, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta idéia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive.





Na nova era global, milhões de pessoas voltam a perceber que o sentimento de comunhão com a natureza é um dos mais elevados de que o ser humano é capaz, e fonte de grande felicidade. Não é coisa do passado ou um costume do tempo das cavernas. Ao contrário, deverá marcar as civilizações do futuro. Em qualquer tempo histórico, o convívio direto com a natureza foi e será um fator decisivo para o bem-estar físico e psicológico do ser humano.




A expressão ecologia profunda foi criada durante a década de 1970 pelo filósofo norueguês Arne Naess, em oposição ao que ele chama de "ecologia superficial" – isto é, a visão convencional segundo a qual o meio ambiente deve ser preservado apenas por causa da sua importância para o ser humano.



Ao nível superficial, o homem coloca-se como centro do mundo e quer preservar os rios, o oceano, as florestas e o solo porque são instrumentos do seu próprio bem-estar. Quando olha para o meio ambiente com esta preocupação, o homem só enxerga os seus próprios interesses, já que, inconscientemente, se considera a coisa mais importante que há no universo. Olha a árvore e vê madeira. Olha o solo e vê o potencial agrícola ou a possível exploração de minérios. Olha o rio e vê um curso d’água navegável por barcos de determinado porte. Ele sabe que deve preservar os chamados recursos naturais, porque são preciosos. A natureza para ele é um grande cofre, abarrotado de riquezas renováveis, mas que deve ser cuidadosamente preservado. Daí a necessidade de autoridades ambientais atuantes e uma boa legislação que preserve o meio ambiente.





Este nível da consciência ecológica tem importância, porque faz com que os seres humanos questionem seu comportamento econômico e comecem a perceber mais claramente que a ética, afinal, dá bons resultados. A postura mais primitiva, de mera pilhagem, vem sendo deixada de lado em grande parte da economia. As políticas públicas de meio ambiente têm reforçado até hoje prioritariamente este primeiro nível, claramente insuficiente, de consciência ambiental. A multa, a repressão, a aplicação da legislação ambiental e a fiscalização seriam instrumentos muito úteis a curto prazo, se no Brasil a política nacional de meio ambiente não tivesse sido tão persistentemente esvaziada.

Mas as boas notícias são mais fortes que as más. Uma nova consciência empresarial já repensa o conjunto das atividades econômicas a partir da meta de administrar sabiamente, a longo prazo, os recursos naturais. As gerações mais recentes de empresários e executivos trazem consigo uma forte consciência ambiental. Sua atitude é compatível com a descrição holista do universo e com a ecologia profunda. Progresso econômico e bem-estar material deixam de ser inimigos da preservação ambiental ou da busca espiritual. As novas tecnologias permitem aumentar a produção, ao mesmo tempo que se diminui, radicalmente, o impacto ambiental. O verdadeiro progresso econômico – surge agora um consenso em torno disso – deve ser socialmente justo e ecologicamente sustentável. As medidas convencionais e de curto prazo para a preservação ambiental combatem os efeitos da devastação e pressionam pela gradual adaptação das atividades econômicas às leis da natureza. Mas a ecologia profunda dá um sentido maior às estratégias convencionais de preservação. Atacando as causas ocultas da devastação, projeta e estimula o surgimento de uma nova civilização culturalmente solidária, politicamente participativa e ecologicamente consciente.







"Sentamos juntos a floresta e eu

Fundimos-nos num silêncio, 

Até que só houvesse floresta"







21 de abril de 2012


"Uma existência sem sonhos  é uma semente sem solo, uma planta sem nutrientes. Os sonhos não determinam que tipo de árvore você será, mas dão forças para você entender que não há crescimento sem tempestades, períodos de dificuldades e incompreensão. Brinquem mais, sorriam mais, imaginem mais. Lambuzem-se com a terra dos seus sonhos. Sem a terra a semente não germina."
 
"O Vendedor de Sonhos" - Augusto Cury

22 de março de 2012

Dia Mundial da Água

Por uma justa comemoração ao Dia da Água
22/03/2011 




Por uma justa comemoração ao Dia da Água
Arnaldo Luiz Dutra*
“Antes que a globalização e o neoliberalismo invadissem o mundo, transformando tudo em mercadoria, tratando de fazer com que todas as coisas tenham preço, se venda e se compre, usávamos o exemplo da água para diferenciar, nas aulas, o que tem valor de uso mas não valor de troca, porque as pessoas têm acesso livre a elas. Quem diria que poucas décadas de liberalismo tenham feito da água razão de tal cobiça econômica, que um ex-vice presidente do Banco Mundial previu, ainda antes de entrarmos no nosso século, que ‘as guerras do século 21 serão livradas por causa da água’?”, a reflexão é proposta pelo professor Emir Sader da USP, e torna-se ainda mais válida quando comemoramos mais um Dia Mundial da Água.
A data passou a ser observada a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. Quando os países foram convidados a dedicar o dia a atividades concretas para promover a sensibilização da opinião pública, por meio de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências.
O Dia Mundial da Água é fundamental para focar a atenção a um direito humano fundamental: o acesso universal à água potável, a ser garantido pelas autoridades públicas, além disso, trabalhar a consciência da sociedade sobre a importância de conservação, preservação e proteção da água.
Ao contrário dos discursos mais alarmistas, a quantidade total de água da Terra, se usada de forma racional, é suficiente para abastecer toda a população do planeta.Em termos globais o risco de escassez está muito mais associado com as políticas que buscam a privatização deste bem natural.
A América Latina é um dos cenários dessa luta pelo controle da água. A primeira batalha se deu na Bolívia, ainda nos anos 90, quando o Banco Mundial exigiu, para a renovação de um empréstimo de 25 milhões de dólares, a condição de que fossem privatizados os serviços de água do país mais pobre da América do Sul. Quando foi privatizado o serviço de água de Cochabamba, vendido à poderosa empresa estadunidense Bechtel, o preço da água aumentou brutalmente já nos dois primeiros meses.
Numa clara resposta da sociedade civil, milhares de bolivianos tomaram as ruas de Cochabamba para protestar contra o aumento dos preços e os cortes feitos pela empresa junto aos devedores. O movimento desembocou em uma greve geral que paralisou a cidade, o que obrigou a empresa americana a deixar o país e apresentar uma fatura de 25 milhões de dólares contra o governo boliviano, exigindo o pagamento de indenizações por perda de lucros.
A questão aqui colocada é que a água se torna moeda de troca em acordos multilaterais internacionais, como um grande recurso estratégico do mundo. As grandes corporações multinacionais vêem a água como próximo e grande recurso estratégico do mundo. Empresas privadas transnacionais buscam assumir os serviços de abastecimento público de países da região, inclusive o Brasil, tentando fazer reconhecer uma incapacidade do poder público (União, estados e municípios) de exercer a gestão das águas. Assim, impõem-se cada vez mais o discurso das agências de desenvolvimento, como uma espécie de novo racionalismo, apontando para a privatização desse bem público, por meio de mecanismos para “melhorar a eficácia no aproveitamento da água”; do princípio da água como bem econômico, mediante o estabelecimento de uma “política de preços” que atenda aos interesses de lucrativas atividades.
A melhor resposta a essa ofensiva é o papel da sociedade civil organizada assumindo o protagonismo na defesa da manutenção do caráter público das fontes de água. A água tem que ser pensada enquanto território, isto é, enquanto inscrição da sociedade na natureza com todas as suas contradições no processo de apropriação da natureza, por meio das relações sociais e de poder. O ciclo da água não é externo à sociedade, ele a contém com todas as suas contradições.
*Engenheiro agrônomo, Diretor-Presidente da CORSAN .

15 de dezembro de 2011

maturidade

"A simplicidade só é possível aos que ousaram trilhar os caminhos da maturidade"
Fábio de Melo



30 de novembro de 2011

Recital de Piano

Escola de Música "Som do Coração"

Professora Miriam Ludwig

convida  a todos para o 
RECITAL com seus alunos de piano
02/12/2011 - Sexta-feira - 20h
Local: Colégio Martin Luther






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12 de novembro de 2011

serra gaúcha...

SERRA GAÚCHA

  DICA PARA OS TURISTAS   que querem conhecer o sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul:

A melhor época para se ver as belezas do sul é a partir de agora, na primavera, e também no verão... não tem neve, mas dificilmente vão conseguir ver neve no inverno também, são raras as vezes em que isto acontece... e quando está muito frio nem se consegue curtir bem tudo que a serra gaúcha proporciona... mas agora tem as hortênsias, as rosas, e tantas outras flores, lindas e coloridas, tem os vinhedos verdinhos, já com cachos de uvas... o clima é agradável... 
 Vale dos Vinhedos - Bento Gonçalves - Serra Gaúcha
Vinhedo de uva Cabernet Sauvignon, da vinícola MIOLO


 Enfim, se quiser ver tudo colorido venha agora, se quiser ver tudo cinza, venha no inverno... esta é minha opinião, ou, como dizem, FICA A DICA...!!!

11 de novembro de 2011

momentos mágicos

Momentos mágicos...



Naquela tarde eu não queria voltar, queria ficar mais. Já tinha tirado fotos de tantos lugares lindos, (inclusive de florzinhas amarelinhas...), e conhecido pessoas encantadoras.... A vista do Corcovado para a cidade do Rio de Janeiro é belíssima, indescritível. 
Eu queria ficar mais. Ainda não era hora de descer, de voltar à realidade. O sol estava se pondo por trás do Cristo Redentor, criando imagens belíssimas dos morros, da floresta, da cidade e do mar. E vivi um momento mágico, ao ver o sol se pondo por trás dos morros. 
Neste dia 11/11/11 quero deixar registrada esta foto, que representa muitos momentos mágicos e lindos que têm acontecido na minha vida.

3 de novembro de 2011

11 de outubro de 2011

57ª Feira do Livro de Porto Alegre

A Feira do Livro de Porto Alegre, que tem espaço reservado na agenda de grande parte dos gaúchos a cada primavera, chega a sua 57ª edição com a expectativa de receber mais de 1.7 milhão de visitantes.

Serão cerca de 800 sessões de autógrafos, aproximadamente 200 palestras e debates, 400 encontros com autores, contações de histórias e outras atividades para os públicos infantil e juvenil e para alunos da EJA. A intensa programação também contará com nove seminários entre outras atividades para educadores, mais de 30 oficinas para público adulto e cerca de 100 apresentações artísticas e exibições de filmes.
A novidade deste ano serão as Datas Temáticas. Diariamente, um tema diferente será abordado em ao menos uma atividade na programação geral para adultos e em outra, na programação do Cais do Porto, onde funciona a Área Infantil e Juvenil e ocorre o ciclo A Hora do Educador. Os temas definidos são os seguintes: Biblioteca; Livro e Leitura; Suspense; Literatura de Terror; Viagens; Cinema; Humor; Cultura Popular; Conto; Gastronomia; Afrodescendência; História; Antropologia; Corpo/Saúde/Erotismo; América Latina; Direitos Humanos e Acessibilidade; Dia Mundial da Gentileza; Ecologia e Comunicação.


Em 2010, a Feira do Livro de Porto Alegre foi reconhecida como patrimônio imaterial da cidade pela Secretaria Municipal da Cultura. A homenagem se soma à medalha da Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República no ano de 2006, que reconheceu o evento como um dos mais importantes do Brasil.


1 de outubro de 2011

28 de setembro de 2011

UBUNTU

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Não é possível ser feliz sozinho, precisamos compartilhar as vitórias.


"Sou quem sou, porque somos todos nós"




UBUNTU


A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu. Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva. Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro. As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes. O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.


Elas simplesmente responderam:
"Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo.
Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
 
Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
 
UBUNTU PARA VOCÊ!
 
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27 de setembro de 2011

REVOLUÇÃO FARROUPILHA

Mito, História, socialidade e marketing anual na festa da REVOLUÇÃO FARROUPILHA


Postado por Juremir em 21 de setembro de 2011 - História

Compartilhar sensações

Faz 30 anos que Jacques Lacan morreu. Deixou seguidores pelo mundo inteiro. Porto Alegre e Buenos Aires estão entre as cidades com o maior número de psicanalistas lacanianos. Resta saber a razão disso. Lacan era bom de sacadas: o inferno é o desejo, o saber se inventa, o sexo acontece no imaginário. Passou a vida pensando sobre essa tríade: imaginário, simbólico e real. Paulo Freire completaria 90 anos neste 2011. Ele “inventou” um novo saber sobre a educação no Brasil. Estou deliberadamente misturando coisas. As pessoas desejam vibrar em comum, compartilhar sentimentos, participar de uma corrente, gozar em sintonia. As que não conseguem isso, adoecem. Essas ideias saltam da obra de Michel Maffesoli. A vibração em comum depende de um elemento de agregação, no popular, de um ajuntamento, que pode ser verdadeiro ou “inventado”, construído a partir de pedaços de história verdadeiras, até se tornar mito.

As torcidas de futebol são ajuntamentos para vibrar em comum baseadas em histórias míticas, reais e simbólicas dos seus clubes. Por exemplo, sem ironia, a “batalha dos Aflitos”. A Revolução Farroupilha é o principal fator de agregação de gaúchos em busca do compartilhamento de emoções, de uma vibração em comum, de uma “socialidade” intensa, orgânica e prazerosa. Faz gozar. O mito fundador, o totem, a figura que atrai e organiza esses desejos infernais, precisa ser verossímil. A verdade histórica, nesse sentido, embora seja a obrigação do historiador, conta pouco nisso. O mito, frequentemente, é mais útil para esse estar-junto, essa orgia, no bom sentido, da confraternização, do orgulho e da autoestima. Paradoxalmente o mito deve ser defendido como verdade histórico para evitar que tudo se torne falso. Não se pode fingir uma crença. É necessário crer realmente naquilo que se professa. Assim, o historiador, aquele que enuncia uma pretensa “verdade”, é um estraga-prazer e deve ser repudiado como um reles falsificador.

Pois é, repito, quem diria que as ideias de um pensador francês, Michel Maffesoli, cruzadas livremente com as de outros, podem ajudar a compreender melhor a paixão farroupilha? Maffesoli certamente colocaria bombacha e iria para o acampamento. Veria o quanto esse imaginário serve para o que ele chama de “cimento social”, aquilo que mantém as pessoas unidas formando sociedade. Já falei disso. Eu me repito. Sou como as estações do ano. Um déspota esclarecido deveria mandar capar os historiadores, inclusive eu, tornando-os estéreis, para evitar fissuras nos mitos fundadores.

É provável, contudo, que o mito se alimente dessas contestações episódicas, ganhando anticorpos. Afinal, parafraseando Lacan, a história só acontece no imaginário. E, como tenho tentado explicar, todo imaginário é real, assim como todo real é imaginário. Vivemos boa parte do tempo em nossas fantasias. Aquele que segue um dogma, contudo, nunca poderá admitir uma interpretação herética como esta, pois já seria uma forma de desconstrução da sua crença. Os políticos e a mídia, pragmáticos, seguem a onda. Para que questionar aquilo que produz alegria, orgulho e leva a um gozo coletivo?

Quem quiser História, leia o meu História regional da infâmia, o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras, ou como se produzem os imaginários.

Quem achar que só quero vender livros, fantasia de quem não é escritor, que não o compre. Pegue numa biblioteca.

Ou, se gostar de emoções fortes, tente roubá-lo numa livraria.

Se for preso, o que seria merecido, teria tempo para ler e digerir tudo numa cela confortável.

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COPIADO DO BLOG DE JUREMIR MACHADO DA SIVA
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=1476
 

22 de setembro de 2011

a verdade sobre a Revolução Farroupilha



HISTÓRIA REGIONAL DA INFÂMIA

Juremir Machado da Silva
A Revolução sem mitos

História regional da infâmia - O destino dos negros e outras iniquidades basileiras (ou como se produzem os imaginários) é um livro que contesta os mitos que por séculos sustentaram o imaginário acerca da Revolução Farroupilha. Juremir Machado da Silva, romancista, professor universitário, ensaísta, historiador e tradutor, juntamente com uma equipe de dez pesquisadores, se debruçou sobre 15 mil documentos para trazer à luz este minucioso estudo sobre as verdadeiras causas da Guerra dos Farrapos.

Assim como Jorge Luis Borges em sua História universal da infâmia, Juremir tira do pedestal da glória os grandes heróis da Revolução – Bento Gonçalves, David Canabarro, general Neto, Vicente da Fontoura, entre outros – e os devolve ao plano terreno dos mortais, revelando como interesses pessoais corroeram o lema revolucionário de “liberdade, igualdade e humanidade”. O autor também questiona a origem dos recursos financeiros que possibilitaram a Revolução Farroupilha. Por trás dos discursos abolicionistas havia o sistemático financiamento da luta armada com a venda de negros e promessas vazias de liberdade aos cativos que nela lutassem.

Sem receio de tocar em tabus da história gaúcha, Juremir alimenta a discussão sobre uma possível traição na batalha de Porongos, quando grande parte dos negros foi massacrada num ataque surpresa das forças imperiais, sustentando que a batalha não passou de um estratagema para o aniquilamento dos negros revolucionários.

História regional da infâmia revela em detalhes os bastidores dessa revolução de estancieiros gaúchos que, em quase dez anos de luta, contabilizou menos de 3 mil mortos – número que reduz o conflito a uma dimensão infinitamente menor do que aquela ensinada nas escolas. A partir da análise da mistificação criada por historiadores que não só incharam a história e a importância da revolta, como também deturparam suas principais causas e escolheram seus heróis, o autor mostra que a Revolução Farroupilha acabou bem – ao menos para os seus líderes, que foram regiamente indenizados pelos vencedores imperiais.

26 de agosto de 2011

A Menina do Vestido Azul

A Menina do Vestido Azul


Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita.

Acontece que essa menina freqüentava as aulas da escolinha local no mais lamentável estado: suas roupas eram tão velhas que seu professor resolveu dar-lhe um vestido novo.


Assim raciocinou o mestre: "é uma pena que uma aluna tão encantadora venha às aulas desarrumada desse jeito.


Talvez, com algum sacrifício, eu pudesse comprar para ela um vestido azul." 




Quando a garota ganhou a roupa nova, sua mãe não achou razoável que, com aquele traje tão bonito, a filha continuasse a ir ao colégio suja como sempre, e começou a dar-lhe banho todos os dias, antes das aulas.


Ao fim de uma semana, disse o pai:


"Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este, caindo aos pedaços?



Que tal você ajeitar um pouco a casa, enquanto eu, nas horas vagas, vou dando uma pintura nas paredes, consertando a cerca, plantando um jardim?"


E assim fez o humilde casal.


Até que sua casa ficou muito mais bonita que todas as casas da rua e os vizinhos se envergonharam e se puseram também a reformar suas residências.


Desse modo, todo o bairro melhorava a olhos vistos, quando por isso passou um político que, bem impressionado, disse:


"É lamentável que gente tão esforçada não receba nenhuma ajuda do governo".


E dali saiu para ir falar com o prefeito, que o autorizou a organizar uma comissão para estudar que melhoramentos eram necessários ao bairro.


Dessa primeira comissão surgiram muitas outras e hoje, por todo o país, elas ajudaram os bairros pobres a se reconstruírem.


E pensar que tudo começou com um vestido azul.


Não era intenção daquele simples professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse os bairros abandonados de todo o país.


Mas ele fez o que podia, ele deu a sua parte, ele fez o primeiro movimento, do qual se desencadeou toda aquela transformação. É difícil reconstruir um bairro, mas é possível dar um vestido azul.

 

8 de agosto de 2011

Festival Internacional do Folclore - Nova Petrópolis - RS

Festival Internacional do Folclore - Nova Petrópolis - RS


Banner do Site Oficial do Festival             Nova Petrópolis - RS (foto: Pedro Ludwig)
                          


Folclore do Gaúcho, habitante do Rio Grande do Sul, Brasil


(Extraído do site oficial do Festival do Folclore:)

O Festival Internacional de Folclore é um evento de valorização das tradições e dos costumes legados pelos antepassados, numa mescla das mais distintas manifestações culturais. É um intercâmbio artístico-cultural entre os inúmeros grupos participantes, que iniciou de uma forma muito humilde em julho de 1973. Em um texto escrito pelo Sr. José Mário Hansen e editado em 2002, quando da comemoração dos 30 anos do Festival, lê-se:


“Foi um agito! Ensaios rápidos, convites para tradicionalistas, historiadores, garotas fazendo trajes típicos, todos os colaboradores contribuíram de forma voluntária, com muita disposição e alegria. Chegado o momento, foi estupendo. Milhares de pessoas invadiram a cidade, lotando praças, ruas, restaurantes e lancherias, a comida foi pouca para tanta gente. (...) ocorreu uma tempestade à meia-noite de sábado para domingo e as tendas dos expositores, cobertas de lona preta, começaram a despencar, alguns voluntários vieram auxiliar, PM’s segurando estacas, recolocando as lonas, recolhendo materiais que voaram com a força do vento, jovens de todas as idades participaram do socorro, molhados, com frio, mas tudo e todos salvos. Com os obstáculos superados, as dificuldades converteram-se em vitórias e o domingo nasceu com sol brilhando, anunciando que valeu a pena o esforço, coroando com sucesso o evento.” Quando se avalia a dificuldade em criar este evento, fica uma responsabilidade ainda maior em continuar oferecendo este produto cultural ao povo.

Inicialmente, o Festival ocorria apenas em um final de semana do mês de julho. Com o passar do tempo, tomou grandes proporções e ocorre atualmente nas duas primeiras semanas do mês de agosto, trazendo diversos grupos folclóricos oriundos de cidades gaúchas, diferentes Estados desta nação e países de todos os continentes que deixam sua marca registrada, oferecem sua cultura e enriquecem esta grandiosa festa. O evento busca a ampliação da diversidade cultural em todos os segmentos, salientando para a comunidade a importância e a influência do folclore na vida de todos.


Grupo de Danças Folclóricas Internacional, de Nova Petrópolis (Centro)

Venda de artesanato

A presença de grupos de danças, exposição de artesanato, o espaço totalmente interativo com brinquedos folclóricos, livros, artigos, subsídio teórico sobre o folclore, vídeos didáticos e institucionais, os desfiles, a participação das bandinhas típicas, dos coros e dos grupos teatrais e a realização de noites culturais nas comunidades interioranas demonstram o mérito cultural proporcionado por esta rica festa, realizada junto à Praça das Flores, sendo o acesso livre a todo e qualquer público.

O evento é um a parceria entre a Prefeitura Municipal de Nova Petrópolis e a Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs. A partir das próximas edições terá o apoio da IOV – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares.

Algumas fotos do festival:
(todas fotos postadas neste blog são do fotógrafo Pedro André Ludwig - 07/08/2011)


Rua Coberta - Centro de Nova Petrópolis


Praça das Flores, ao lado da Rua Coberta



Praça das Flores, ao lado da Rua Coberta      


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Pedro Ludwig
Estrela - RS
pedro.ludwig@gmail.com

18 de julho de 2011

Sempre existe uma saída...

Um senhor muito rico vai a caça na África e leva consigo um cachorrinho para não se sentir tão só naquelas regiões. Um dia, já na expedição, o cachorrinho começa a brincar de caçar mariposas e quando se dá conta já está muito longe do grupo do safari.



Nisso vê que vem perto uma pantera correndo em sua direção. Ao perceber que a pantera irá devorá-lo, pensa rápido no que fazer. Vê uns ossos de um animal morto e se coloca a mordê-los. Então, quando a pantera está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:


- Ah, que delicia esta pantera que acabo de comer!

A pantera para bruscamente e sai apavorada correndo do cachorrinho e vai pensando:


- Que cachorrinho bravo! Por pouco não come a mim também!

 Um macaco que estava trepado em uma árvore perto e que havia visto a cena, sai correndo atrás da pantera para lhe contar como ela foi enganada pelo cachorro.

Mas o cachorrinho percebe a manobra do macaco. O macaco alcança a pantera e lhe conta toda a história. Então a pantera furiosa diz: - Cachorro maldito! Vai me pagar! Agora vamos ver que come a quem!


- Depressa! - Disse o macaco. - Vamos alcançá-lo.


E saem correndo para buscar o cachorrinho. O cachorrinho vê que a pantera vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas

- Ah, macaco desgraçado! O que faço agora? Pensou o cachorrinho.


O cachorrinho ao invés de sai correndo, fica de costas como se não estivesse vendo nada, e quando a pantera está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:


- Maldito macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu mandei me trazer uma outra pantera e ele ainda não voltou!


Em momentos de crise, a imaginação é mais importante que o conhecimento.






6 de julho de 2011

geada - 06/07/2011


Apenas para deixar registrada a geada do dia 06 de julho de 2011, cidade de Estrela, Rio Grande do Sul, Brasil.









4 de julho de 2011

o assunto de hoje é o frio...

O assunto de hoje é o frio. Não me refiro ao assunto do blog em si, mas o assunto das conversas de rua.
- E aí, tchê, esse frio?
- Mas bah... tá danado!!
- Pois é, deu uma refrescada, até botei um casaquinho!
- Mas tchê, tá um frio de renguear cusco!
- Mas que tal, até os quero-queros tão encolhidos!
- E essa geada... de manhã tava tudo branquito!
- Bahh, e diz que vai piorar!!
- Mas que frio, não tem jeito de eu me esquentar!!
- Saudades do verão... acho que vou pro nordeste!
- E aí, tchê, parece que tá com frio, que tu vai usar no inverno?
- Se esfriar eu boto o pala!

E assim vai... tipo... o frio congela o cérebro mesmo... é o que aconteceu com o meu eu acho, só pode ser isso...

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