20 de março de 2014

Bem-vindo, Outono...!!!

"Se para alguns é o outono
Do verão a despedida,
Para outros representa
A celebração da vida...
Da vida em recolhimento
No ventre da natureza,
A voltar na primavera
Em toda sua grandeza."



RecadosOnline

18 de março de 2014

Bem interessante... bom dia a todos!!


HOMEM SE APAIXONA FÁCIL, MAS AMA DIFÍCIL

Arte de Antonio Berni

Homem se apaixona fácil, o que ele tem medo é de amar.

Mulher não se apaixona fácil, mas não tem medo de amar.

São dois fusos diferentes. São duas realidades em desacordo.

Homem logo se entrega para um relacionamento, não mede esforços para ficar com alguém, renuncia sua vida e seus prazeres mais essenciais, altera sua rotina. Na paixão, sua generosidade é corajosa. Facilita as saídas aos bares e restaurantes, facilita a intimidade na casa, facilita o arrebatamento. Nada incomoda, nada atrapalha, nenhum defeito é contabilizado.

Sua complicação é quando passa a amar, quando larga a fase da aventura e do desconhecimento dos meses iniciais para fazer plano junto. Daí ele estaciona, emperra. Tanto que sofre horrores para dizer o primeiro eu te amo. Tanto que sofre horrores para misturar as escovas de dente. Tanto que sofre horrores para dividir as prateleiras. É como se não pensasse até aquele momento.

Na paixão, ele não avalia as separações anteriores, suas falhas de sistema, suas fobias de convivência. Explode por intuição, desmemoriado. É vir o amor que ele recua, entra em julgamento, contrai o olhar e economiza as palavras. É consolidar os laços que se confunde, acumula receios e inventa desculpas.

A mulher é exatamente o contrário, e bem mais coerente. Leva tempo para se apegar, questiona de saída, é desconfiada na paixão, cética na paixão, contida na paixão. Sofre passo a passo. Empenha malha fina da personalidade na apresentação. Sua instabilidade é de imediato, sua crise de consciência é no começo. Quando descobre que gosta realmente, é que se liberta e derruba suas defesas. É realizar projetos e formular expectativas que se solta e se desinibe. Para ela, o amor acontece mais natural do que a paixão. Paixão é choque, dói; amor é costume, cicatriza.

Homem diz “Não quero me envolver”. A mulher diz “não quero me apaixonar”. As declarações são representativas. Ele recusa intimidade após o contato, ela pretende evitar qualquer contato, já que a intimidade não a assusta.

Homem mergulha para reclamar da água. A mulher experimenta a água antes de entrar.

Homem tem primeiro certeza para depois duvidar. A mulher duvida até cansar sua cautela.

Homem oferece tudo para retirar gradualmente. A mulher esconde tudo para oferecer aos poucos.

Homem se mostra desembaraçado e, em seguida temeroso. Mulher se apresenta temerosa e, em seguida, desembaraçada.

Homem decide rápido para desmanchar lentamente sua convicção. Mulher demora a se decidir, mas não volta atrás.

Homem é paixão. Mulher é amor.


Fabrício Carpinejar

compartilhado do blog:

http://carpinejar.blogspot.com.br/2014/03/homem-se-apaixona-facil-mas-ama-dificil.html

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11 de março de 2014

a chave do carro (será que é assim mesmo???)

(do blog do Fabrício Carpinejar)

http://carpinejar.blogspot.com.br/2014/02/chave-do-carro.html 


CHAVE DO CARRO

                                      Arte de Tom Wesselmann 

Ao perguntar para o homem se ele quer dirigir seu carro, a mulher se mostra apaixonada. Perdidamente interessada.

É um pedido implícito de namoro.

Ninguém está bêbado, estão se conhecendo, sóbrios das palavras e sussurros, e ela concretiza esta prova de amor.

Entrega a chave sorrindo, como se fosse um prêmio de loteria federal.

Não é uma artimanha da sedução, um teste para ver se ele dirige bem ou não, para classificar ou desclassificar o sujeito.

O pretendente talvez seja um péssimo motorista, um barbeiro, com mais de 20 pontos na carteira, nada mudará a natureza da declaração.

Ela não se preocupa com o que vai acontecer, porque dentro dela já aconteceu. Não há acidente que interrompa a escolha de seu coração.

Quando uma mulher oferece seu carro — e só a mulher —, é que ela se entregou para a história.

É quando duplica sua alma. É quando se confessa vulnerável. É quando se anuncia disposta a construir uma vida a dois.

É mais do que um “eu te amo”, é um “não tenho mais reservas com você, não tenho mais segredos, não tenho mais medo”.

Ela vem a dizer que aquilo que é dela é também dele. Ela vem a dizer que ele pode guiá-la, que pode cuidá-la, que pode levá-la para o mau caminho, tanto faz o fim, pois chegaram ao destino no momento em que se encontraram.

A chave do carro é mais importante do que a cópia da chave do apartamento.

Porque o carro não é o mundo para a mulher, como é para o homem. Não é aventura para a mulher, como é para o homem. Não é ostentação para a mulher, como é para o homem. Não é um investimento e senha bancária para a mulher, como é para homem.

Na perspectiva feminina, o carro é extensão de sua personalidade, conquista afetiva, intimidade. É seu quarto, seu guarda-roupa, seu salão de beleza móvel.

Ela não tomará a atitude intempestivamente. Foi um gesto pensado, ponderado, maduro.

Alcançará o posto como um convite psicológico para que ele assuma o ponto de vista dela.

É o equivalente a “ponha-se no meu lugar” e “olhe por mim e através de mim”.

Não tem machismo envolvido, não é fraqueza educada. Trata-se de um sinal de confiança.

É um ato de muita coragem, um mergulho consciente nas inconsequências da paixão.

Talvez conte com seguro do veículo, mas dificilmente terá seguro para cobrir o relacionamento. E ela não se importa.




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10 de março de 2014

7 de março de 2014

A eterna garota de Ipanema

A eterna garota de Ipanema

'Young and lovely': Garota de Ipanema foi de 17 anos de idade, quando ela passou o bar onde os compositores passava longas horas cuidando das suas bebidas e eles estavam extasiados com a sua pele e cabelo escuro longo brilhante
Garota de Ipanema aos 17 anos de idade

O ano era 1962. A jovem Heloísa Eneida de Menezes Paes Pinto passava pela Rua Montenegro, em Ipanema – às vezes a caminho da praia, vestindo o maiô de duas peças confeccionado por sua avó, às vezes em direção ao ponto de ônibus, vestida de normalista, seguindo para o Instituto de Educação. Mal sabia ela que, na esquina da Montenegro com a Prudente de Morais, no Bar Veloso, onde os intelectuais e músicos se encontravam para beber e filosofar, Tom Jobim se apaixonaria por seu balanço e comporia em sua homenagem, e em parceria com Vinicius de Morais, a música Garota de Ipanema, desde então uma das mais tocadas no mundo. Hoje, aos 70 anos, Helô Pinheiro conta a Seleções como o presente que recebeu de Tom e Vinicius mudou o rumo de sua vida, e como é ainda carregar esse título.
Quando foi que você descobriu que era “a” garota de Ipanema? Você se via como a canção a descrevia?
O fotógrafo Yllen Kerr, para quem eu havia posado como parte de uma matéria de revista sobre a juventude de Ipanema, virou-se para mim um dia e falou: “Vi o Tom e o Vinicius no Bar Veloso, e eles disseram que fizeram uma música para você.” Fiquei com aquilo na cabeça, mas não acreditei. Pensei: Por que para mim? Sou uma menina comum, minha mãe diz que tenho perna fina, minha vó diz que tenho cara de faca, porque meu rosto é comprido... Eu achava que não era essa beleza toda. Três anos depois, em 1965, a música estourou no exterior e todo mundo começou a perguntar: “Quem é a musa inspiradora?” Vinicius e Tom ficaram meio receosos de dizer que era eu porque meu pai era militar, mas o pessoal da revista Manchete interveio: “Vocês precisam contar. Todo mundo quer saber.” E tinha gente que pensava que a musa era a Astrud Gilberto, que havia gravado uma versão da canção, então o Vinícius resolveu contar. De próprio punho, ele fez um texto maravilhoso para a revista Manchete, revelando que eu era a inspiração para a música Garota de Ipanema. Nesse dia, meu mundo virou de pernas para o ar.
A ficha demorou a cair?
Eu era muito inocente, e não enxergava o além. Eu enxergava aquele momento. Naquele instante fiquei feliz: Nossa! Uma música para mim! Que bonito! E pronto. Mas só que não foi assim. Demorei a entender que eu era realmente o estopim de uma história.
Que tipo de conflito isso trouxe para você?
Ah, o conflito era que eu achava que tinha de ficar com um corpo escultural. A música dizia: “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela menina que vem e que passa, num doce balanço a caminho do mar.” Então comecei a me preocupar: Puxa, quando eu andar, tenho que ter um balanço. E as pessoas vão prestar mais atenção ao meu corpo. E aí? E se eu tiver celulite? E eu queria mostrar aquilo que estavam dizendo. Não podia engordar, não podia cortar o cabelo... Eu queria que as pessoas olhassem e dissessem: “Ela merece esse título.”
E você ainda sente essa obrigação?
Hoje dou um desconto por causa da idade. As pessoas precisam ver que a idade chega. A gente tem de aceitar.
Porque não é só a beleza que conta...
Minha mãe e meu pai sempre diziam: “A alma da pessoa é o que mais brilha.” E outra frase que meu pai dizia sempre era: “Minha filha, tenha consideração e respeito com o próximo.” Eu fui criada assim e passei isso para meus filhos. Acho muito importante, porque a vida é uma passagem. Se você fizer coisas boas aqui, talvez, no outro mundo, se é que ele existe, você possa se sentir melhor.
Qual foi o papel dos seus pais na sua trajetória?
Eu tinha uma relação de obediência muito forte com meus pais. Deixei de fazer várias coisas porque eles diziam: “Essa coisa de artista não é legal, porque eles fumam, bebem, têm uma vida desregrada. Esqueça isso.” Eu era obediente e queria meus pais felizes. E isso brecou muito a minha vida. Antigamente era não, e acabou. E eu não sabia o por quê do não.
Seus pais provavelmente queriam apenas proteger você...
É. Naquela época, todas as famílias queriam que a mulher fosse professora, e o filho, militar. Quem conseguisse passar na Escola Militar e no Instituto de Educação era abençoado por Deus.
Então você estava destinada a ser professora?
Eu era professora primária do Estado, dava aula em Padre Miguel. Estava destinada a dar aulas mesmo, que era o que minha família queria. Mas sabia que, dentro de mim, existia uma vontade de ser atriz. Não sabia se era de televisão, ou de teatro, mas eu queria o palco. Além disso, desde pequena eu fazia balé com a Iara Vaz, mas tinha bronquite asmática, então chegava um momento que eu não aguentava. Acabei desistindo.

'Alto e bronzeado': Garota de Ipanema, a música que apresentou ao mundo o Rio de Janeiro, está virando 50 anos de idade, uma vez que continua a destacar a inspiração dos compositores, Heloisa Eneida Menezes Paes Pinto (foto)



Mas você participou de algumas novelas. E hoje é apresentadora de TV.
É, eu fiz novela, mas via que meu personagem não crescia muito. Então me perguntei: Será que sou boa atriz? Foi quando estabeleci a meta de ser apresentadora de televisão.
E se sente realizada?
Hoje me sinto realizada porque tenho mais segurança e estou fazendo aquilo de que gosto. Conquistei o que eu queria, que é ouvir das pessoas: “Estou gostando do seu programa. Você está levando informação importante para o público.” O De cara com a maturidade está vestindo o meu jeito de ser, porque eu falo sobre saúde, culinária, moda... Ele atende a tudo o que eu queria, com foco na terceira idade, que é a fase que vivo agora. Também faço outro programa com a Ticiane, minha filha, em que ensino jovens senhoras a se maquiar e pentear – é uma coisa mais para a beleza, para a estética. Os dois programas se complementam.
Falta algo a conquistar?
Tenho vontade de montar um musical. Hoje faço aero jazz, no qual danço e realizo um pouco o sonho de ser bailarina, que ficou para trás. Com a idade, a asma sumiu! Também gostaria de declamar poemas do Vinicius num espetáculo. Não vou dizer que tenha conquistado tudo, mas estou perto disso.             

 

 Fonte::     http://www.selecoes.com.br/eterna-garota-de-ipanema#sthash.G1NdihIH.dpuf 

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